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Seminario de antropologia

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Seminario de antropologia

Mensagem por Admin em 20.04.16 5:02

A MUSICA CLÁSSICA.
SUA ORIGEM E SEUS ELEMENTOS FORMADORES NO DECORRER DA EVOLUÇÃO DO HOMEM DA PRÉ-HISTÓRIA ATÉ A FASE DE CIVILIZAÇÃO.


1 . Primordios da musica na existência do gênero Homo.

1.1 - A música na natureza:
Muitas experiências o homem viveu, aprendendo-as e compartilhando com seus próximos. Todas elas dando causas a outras coisas que causaram uma terceira coisa, e assim sucessivamente, até chegar ao que conhecemos hoje. Todas frutos de uma experência anterior, originadas de uma observação de um fato pioneiro que foi o primordial.
Assim, muito provavelmente, os primeiros homens perceberam que o junco quebrado, ao sofrer ação da brisa, emitia um som. Também que objetos inanimados, ao serem percurtidos produziam sons, uns agradáveis e outros desagradáveis. Descobriram que, ao assoprar o ar de seus pulmões flexionando a boca de determinada forma, produzia um determinado som.
1.2 - Os primeiros instrumentos musicais:
Partindo disso, surgiram os primeiros instrumentos musicais, que embora fossem ainda muito rudimentares, os deixava maravilhados por serem agradáveis ao ouvido. Os homens que souberam utilizar-se deles, certamente eram vistos como sobrenaturais, o que se confirma pela observação de que esta é a forma que os povos selvagens da atualidade encaram este fato. para estes selvagens, musicos são como seres magicos ou representantes de alguma divindade.
O primeiro professor de musica foi a natureza. A primeira flauta foi o junco quebrado, e o primeiro flautista foi o vento. O primeiro instrumento de percursão foi provavelmente o tronco ôco ou a pedra, e o primeiro percursionista foi o objeto que lhes colidiu. O primeiro assovio foi muito provavelmente um som acidental provocado por um suspiro de cansaço.
1.3 - A música primitiva:
Tão logo, o homem aprendeu a dar utilidades a isso, dando finalidade ao uso destes instrumentos, e daí, surgiram as ferramentas que seriam usadas em seus rituais, suas comemorações, suas cerimônias, para contactar supostas divindades, para a caça e para a comunicação. Em tempo impreciso, o homem aprendeu a cantar. Não há como se precisar se foi antes ou depois da descoberta dos instrumentos musicais. Assim, gradativamente inventou-se a música, que ficou vinculada à certas finalidades, mas a música ainda não era uma arte.

2 - A música antiga:
2.1 - A musica na antiguidade mais remota:
Na antiguidade mais remota, a musica era algo restrito à religiosidade, ao belicismo, à cura de doenças no xamanismo, etc. Com isso, esperava-se acalmar a ira de deuses como: Um vulcão explodiu, os homens sentiam a necessidade de fazer rituais para suplicar perdão aos deuses por alguma ofensa. Ou clamar aos deuses para vencermos a guerra. Também era instrumento para o curandeiro buscar a cura de alguem. Em cerimônias fúnebres guiando os espíritos ou livrando-se deles. Nessa fase, já existiam tambores, Flautas tubulares, chocalhos, didgeeridoo dos aborígenes. A base era o ritmo.
2.2 - A música na antiguidade intermediária:
Nesta fase, já se tinha inventado instrumentos mais elaborados e os instrumentos de corda e sopro, como a lira e a flauta dos gregos, o saltério egípcio e o shofar dos judeus. A musica já tem uma certa harmonia e melodia mais elaborada.
2.3 - A música na antiguidade recente:
Na antiguidade mais recente, a musica já tinha tomado uma forma mais elaborada, e era destinada a atender não só as atividades supramencionadas, como também para contar histórias perpetuando heróis e grandes feitos. Também para agradar aos lideres daquela sociedade como podemos ver na figura do menestrel, do trovador, do segrel e a do jogral. Nesta fase, começa a haver a formação da música popular pelo inicio de uma separação gradual do utilitarismo da musica e o entendimento gradual da musica como arte.

3 - A música clássica:
3.1: A transição da musica antiga para musica clássica:
No século XVIII, o conceito de música antiga era usado como referencia a um genero muito próximo ao que hoje consideramos musica clássica, referindo-se a compositores já falecidos. Porém, a musica antiga não possui os elementos contidos na musica clássica.
A musica no seculo XVIII, aínda era ligada a uma função, ou seja, ela ainda tinha propósitos específicos, destacando-se os eventos religiosos e eventos da corte.
3.2: A música clássica passa a existir de fato:
Já no século XIX, a musica passa a ser vista como arte; e assim, a musica passa a ser vista com propósitos desvinculados de alguma função ou de algum propósito para o qual a musica servia até então. A apreciação da música passa a ser desinteressada (no sentido de: não vinculada a fatores extra-musicais).
Não há necessidade de saber se a musica foi criada para algum propósito, o importante é a apreciação estética, não interessa os fatores não musicais, mas sim a condução harmonica, a condução melódica, o tratamento dos temas, ou seja: questões especificamente musicais. Mesmo que a musica tenha uma função extra-musical importante como: a Sinfonia Pastoral de Beetoven, isso é tido como irrelevante, pois o que interessa é a apreciação estética da musica em função de si mesma.
Enquanto no Século XVIII, uma musica como a Cantata de Bach, o que importava era o serviço para o qual ela estava subordinada; no século XIX essa mesma música passa a ser tratada de uma maneira artistica, e sendo agora obra de arte, passa a ser guardada no ambiente proprio para obras artisticas, o museu, e é isso que uma sala de concertos moderna significa: um museu de obras musicais. E é neste ambiente que a musica classica entrontra seu significado maior: conjunto de musicas criada pelos grandes mestres, pelos grandes compositores, e isso e´que separa a musica entre a função que ela carregava e o status artistico que passa a ter.
Isso não significa que no seculo XVIII não se ouvia musica de outras eras; elas ouviam sim, mas por questões extra-artisticas e extra-musicais, e geralmente o que fazia a musica antiga perdurar no repertório era simplesmente a defasagem entre a demanda e a oferta de musica produzida. Isso não significa que os musicos e compositores se prendiam à funcionalidade, muitos já consideravam seu trabalho como arte, o que mostra que tais conceitos não eram regulativos do trabalho musical.
No seculo XIX, com a adoção do conceito regulativo, traz-se uma transformação que leva as grandes orquestras a executarem predominantemente obras de compositores já falecidos. Ou seja, o museu musical, que é o que significa a musica clássica, estava definitivamente formado.

Bibliorrafia:
Rebello Alvarenga, Música clássica – a gênese do conceito - Projeto Música & Sociedade, São Paulo - UNESP, 2015
GRAMIT, D. Cultivating music. The aspirations, interests and limits of geman musical culture, 1770-1848. Los Angeles: University of California Press, 2002
WEBER, W. La gran Transformación en el gusto musical: la programación de conciertos de Haydn a Brahms. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 2011


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